28 de agosto de 2015

a maldita tendência mundial e sua maior adversária

partindo-se do pressuposto de que alguém já fez mal a você, essa postagem lhe será benéfica.

o mundo. 
O MUNDO!
caramba, é tanta gente...
se eu já fico maluca com o que se passa na minha cabeça, imagina quando descubro o que se passa na cabeça dos outros. 
chamo essa doideira de amizade, sabe, o fato de compartilhar as ideias.
não me atrevo a dizer que perco tempo com os outros, afinal, meu maior prazer é estar com outras pessoas, e é aí que começo a expressar o quanto dou valor a elas. Pra mim, conhecer gente nova é uma maneira de entrar num mundo novo e, para que não soe egoísta, deixar que outros conheçam meu mundo também. Quanto ao meu mundo sou bem restritiva, então o dividi em partes. Para a maioria das pessoas, permito que conheça somente o céu, a parte superficial, entende? Não preciso preocupar ninguém com meus ''surtos de Julie'' que estão em níveis mais profundos. é pessoal também... Na verdade, acredito que isso funcione com todo mundo, uma vez que ninguém sai por aí contando as coisas mais ''obscuras'' da própria mente para qualquer um.
Mas, como um ser humano completamente falho, tenho minhas recaídas. São aqueles momentos em que acabo me abrindo demais, dando muita liberdade de saber sobre mim à quem não faz bom uso dela. aaaah, como isso já me magoou... Falar demais pras pessoas erradas, gera um tipo de picuinhas e..., ah sim! lá vamos nós para o famoso ciclo da fofoca! não só parece banal como é.
conto pra A que conta pra B que conta pra C que conta pro resto do planeta terra. isso é tão nefasto! No entanto, fofoca não é o foco de hoje, e sim a maldade que leva as pessoas a fazerem isso. 
Essa maldade é a tendência natural. Exatamente! Nós, como pecadores, temos a forte intuição de fazer o mal. Tudo baseado no maldito egoísmo, o pecado mundial.
E essa foi a minha barreira.

Por causa do maldito egoísmo que demorei tanto pra crescer...
Desde criança, fui acostumada a dividir tudo com a minha irmã e aprendi que devo fazer com os outros o que quero que façam comigo. É a teoria que devia mover o mundo, não? Pois bem, que choque foi quando comecei a ter contato com o mundo lá fora, seja esse a própria escola, e vi que meus amiguinhos não dividiam os brinquedos e puxavam meu cabelo, coisa que não gostavam quando faziam com eles! Que choque foi quando pegaram meu lanche sem pedir pela primeira vez! Claro que nisso há uma certa inocência, mas não é um mero drama, afinal, foi isso que desencadeou meu medo de crescer. Crescer implica contato direto com o mundo lá fora!
Essas coisinhas, como um todo, desde a primeira vez que ''vi a primeira maldade no mundo'' acabaram comigo. Meu mundinho sempre foi tão certinho, tão inocente... Ou melhor, todos nós já vivemos nesse mundinho, né? Alguns saíram antes, outros bem mais tarde (que é o meu caso). Essa demora toda pra sair do casulo vem de um senso um pouco perfeccionista que tenho. Tenho mania de viver na expectativa de que as pessoas vão sempre se importar com as outras como eu me importo... q
Massssss de tanto bater a cara, aprendi que isso não tem solução. 
Os outros erraram, os outros ainda erram. Só que acontece que eu também sou humana... A maldita tendência também faz parte mim. Eu já errei, eu ainda erro. Me preocupar em não ser melhor que os outros, e sim ser uma versão melhor de mim mesma deve ser minha intenção, mas o equilíbrio só ocorre quando paro de esperar que todo mundo seja assim. É preciso aprender a viver sem a ansiedade de tentar mudar o mundo, porque, sim, ele está errado, mas aqui não é o nosso lugar. Se conseguirmos mostrar pras pessoas que as amamos apesar de seus erros já damos o grande passo, pois isso é amor, e ele é o grande adversário do egoísmo. De uma forma quase que mágica, essa atitude transforma o ambiente que você vive e aperfeiçoa seu próprio caráter! Logo, você está sorrindo pra quem não conhece, está ajudando que não ''merece'' e, consequentemente, está aprendendo a amar seus inimigos. Apresento-lhes, enfim, a Graça: “O favor imerecido que Deus concede ao homem”. Embora tal definição seja verdadeira, é incompleta. Graça é um atributo de Deus, um componente do caráter divino, demonstrada por Ele através da bondade para com o ser humano pecador que não merece o Seu favor. Se não merecemos o amor de Cristo e mesmo assim Ele nos ama, quanto mais devemos amor nosso próximo, que é tão pecador quanto você e eu. 
Que o maior adversário do egoísmo seja nosso maior aliado!


Um comentário:

  1. Cara, que texto gostoso de ler! Por mais que o assunto seja pesadinho, você deixou isso delicioso. Claro que hoje em dia deve estar bem melhor... Estou curiosa, continue postando!

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