21 de abril de 2015

Fingir que está tudo bem dói porque, por mais que você queira se abrir, não tem pra quem.
Eu tenho ficado com tanto medo de perder as pessoas que quero por perto que acabo me afastando de todo mundo. É meio paradoxal, e até idiota, mas eu sou idiota o suficiente pra acreditar que essa é a melhor solução. Prazer, Julie. Umas Julie com medo de tudo, uma Julie insegura, uma Julie completamente perdida nos próprios pensamentos. Uma Julie que está gritando e implodindo.  Não sou uma vítima, tá? Eu já sei disso. Pelo amor da Maria! Só quero meus amigos de volta! Os desgraça estão namorando e num namoro não tem lugar pra uma melhor-amiga-Julie.  Ê guria chata que sou eu, sorte do mundo imaginar que sou feliz o tempo inteiro porque no dia em que descobrirem toda tristeza que guardei vão ter que criar um manicômio só pra mim.  "Não exagera"  // tá aí outro motivo pelo qual não convém tentar explicar  meus males pros outros. Ninguém entende.  Eu queria mesmo alguém que entendesse. E quando digo "entender" significa que preciso de alguém que haja como se isso não fosse nada de mais e me compre um pote de açaí bem grandão. Um pote bem grandão mesmo! // gente que se importa né // eu me doei muito e sobrou pouco pra mim... Pouco de Julie para a própria dona do nome, a dona das doações.

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