13.7.23

memória, demência?

tendo escrever, gravar, fotografa tudo porque esqueço tanto.

temo ter algum tipo de disfunção cognitiva que me leve à demência cedo demais porque minha memória é extremamente fragmentada. e o bizarro de tudo é que algumas são tão vívidas, outras mutantes... devem ser os remédios: the real drug people believe is some sort of salvation; me included.

written in 16/04/2023 - 21:23

é, a sensação é a de que as coisas estão fragmentadas

coisas, sentimentos, tudo semi organizando

se fosse um texto, até legível, mas não muito coeso


não sinto saudade de nada, há tempos vejo o passado como bolhas de sabão

 

Im so sorry, Taylor...

...truly, madly, deeply sorry.

and Im sorry, Naruto. Things will never be like they were the last 4 months...

"Hold on to me as we goAs we roll down this unfamiliar roadAnd although this wave (wave) is stringing us alongJust know you're not alone'Cause I'm gonna make this place your home
Settle down, it'll all be clearDon't pay no mind to the demonsThey fill you with fearThe trouble, it might drag you downIf you get lost, you can always be found"
sorry cause that might not me true for us... all of us. but one that I hope it'll all be clear somehow.

Eu não sei, eu não sei...

 "Why didn’t god created us all equal? All black ou Asian ou white? Why did him permitted slaves? It all started with slavery…" - das minhas anotações de hoje.

Eu não sei, American History X simplesmente desbloqueou minha mente. É como se as coisas fizessem mais sentido agora e ao mesmo tempo menos. Eu odeio o ódio. Quem começou o ódio? Por que o ódio existe? Por que as pessoas não entendem que isso só destrói? Destruiu indígenas, pretos, asiáticos... Se deus existe, por que permitir toda essa injustiça com tanta gente que não queria nada, apenas viver! Lágrimas escorrem pelos meus olhos agora porque eu queria consertar tudo isso mas eu só mais uma no meio de tantas ideias... Me arrependo tanto de todo preconceito que cresci tendo e vendo... Rir de coisas completamente ridículas e racistas, egoístas... Me sinto estúpida, uma branca filha de pastor com tudo sempre me servindo; eu não mereço nada disso, eu nunca deveria ter merecido; meus privilégios e regalias me cegaram para o mundo real e o mundo é completamente injusto e cheio de ódio. Me comprometer a uma religião não faz nenhuma fucking diferença porque o racismo ressoa pelos hinos dos cristãos. Quando ódio e quanto afastamento eles criaram. Odeio odiar mas odeio ter nascido nessa bolha ridícula que apenas serve para "organizar a sociedade e a família" de um jeito cego. 

Eu amo meus pais e minha família... mas é como se todo mundo estivesse cego de certa forma. Meu pai tem uma mente aberta e um bom caráter, por assim dizer, mas me lembro da minha avó poucos anos atrás espionando de certa forma um nigeriano no interior de Bom Retiro, SC. ÓBVIO SANTA CANTARINA, que de santa não tem nada, apenas um monte de neonazista cheio de ódio e escamas nos olhos. Não há verdade absoluta, apenas essa vida em que caminhamos mais ou menos às cegas e quando mais abrimos os olhos, mais injustiça se vê. Não escrevo para fazer justiça porque não sei até que ponto o que é justiça e também não sei onde desenhar a linha entre "fazer justiça" e descontar ódio. Eu só espero que algum dia tudo isso acabe. Que a humanidade exploda porque ela é podre. 

Conheço boas pessoas, a maioria delas... crianças. Porque crianças não têm ódio, elas aprendem a ter.

I don't know...

Sobre a minha pessoal: uma bagunça se ajeitando. A hora de contar a minha verdade para o mundo está por vir. E sobre o fim do mundo? Se existe algum tipo de inferno, estaremos todos lá... menos as crianças.

Minha bagunça que tem se ajeitado tem nome: remédios... me questionei muito desde 2015 quando fiz minha primeira terapia e aprendi sobre fantasmas e o quanto eles são reais. Aprendi e tenho aprendido a conviver com eles, tomar uma xícara de chá com meus fantasmas até - temos feito as pazes. O Léo tem sido incrível e uma peça enorme no quebra cabeça da minha saúde emocional. 

Passei com tantos psiquiatras que perdi a conta. Mais de 15, talvez? Diagnóstico de apenas agitada quando criança e de apenas ansiosa quando adolescente. Hoje? Bipolaridade, bipolaridade, bipolaridade. OH FUCK THIS eu tenho apenas uma genética fudida da minha parte paterna e estou apenas seguindo os passos de medicação do meu pai porque eu tenho o que ele tem, seja o que for - EU REALMENTE NÃO LIGO. Eu só quero estar bem. Parar de ter pesadelos das minhas épocas de crise em Jacareí e todo pesadelo depois da tentativa de suicídio. Não estou certa se gostaria de ter sobrevivido, mas eu tenho um propósito, disso eu sei. Não acumular ódio é um deles e realmente, profundamente, eficazmente, viver o amor que apenas o ser humano e a natureza tem. O ódio que procuro não acumular é contra mim mesma. Senti tanta culpa e nojo de mim na infância por causa da minha irmã adolescente problemática que me fez tantas vezes me machucar sem ela nem mesmo saber. Como eu disse pro Léo ontem: "ela tinha prazer em me ver tendo emoções fortes e negativas" - desde criança. E vai entender, ela mesma pediu pra eu nascer. Hoje já perdoei mas ainda tenho inclinações suicidas pelo fantasma da culpa que me perseguiu por tanto tempo e, se hoje tenho paz, é porque estou aprendendo a deixar o passado para trás. 

É muito mais que difícil, é uma dor complexa se entender e entender o que deixar para trás. Pessoas tóxicas, crenças limitantes... Mas "um dia de cada vez". De verdade, tenho vivido isso e eu quero continuar assim. Eu amo dar aula, mas quero abandonar tudo e sair do país. Recomeçar onde ninguém sabe quem fui, onde ninguém me reconhece pela minha família, onde há harmonia em meio a natureza e progresso na sociedade. Me agarro na esperança de lá aprender como ser uma pessoa melhor porque esse é meu maior objetivo agora. 

Machuquei muitas pessoas no meu caminho e, se eu pudesse voltar no tempo, diria a mim mesma para não ter feito tantas coisas... porém, eu era cega, ingênua, presa numa gaiola de ideias irrealistas. O pássaro não deve ficar na gaiola, ele deve voar. Voar como a Maria e o Valdir que conheci na praia, como Érico Veríssimo, Goethe, I don't know... I don't know.... 

Quando eu morrer, e o Léo sabe o quanto me esforço para viver, gostaria que todas as pessoas que machuquei soubessem o quanto gostaria não haver machucado-as. Desculpa... Desculpa mesmo, pros meus ex, pro próprio Léo, pros meus pais, talvez... para as pessoas que prometi que voltaríamos a ser amigos mesmo sabendo que eu não poderia prometer nada porque é isso: a gente vai às cegas se agarrando de poste em poste até chegar num café aconchegante e ficar lá até se sentir preparado para enfrentar o mundo novamente.


- n revisei o texto. são quase 3 da madrugada e acho que acabaria escrevendo mais mil parágrafos detalhando cada ponto que toquei. esse "Eu não sei, eu não sei..." terá parte dois e muitos outros capítulos. Porque a vida é assim, pelo menos alguma coisa perto disso. Definir a vida é estupidez.  

21.6.23

apartment 21

faz muito tempo que eu não me conheço e 

se conhecer é estranho 

é estranho porque você começa a achar o estranho normal

como você achava tudo crível quando criança

são muitas informações agora 

mas sinto que estou me tornando protagonista da minha história

a arte de falar não porque precisa cuidar se mi mesma 

é poderosa

como uma magia que te livra de precisar fingir

as coisas mudaram muito, a nova pessoa que sou e que me traz lembranças me assusta um pouco

porque ela é muito poderosa e fragmentada ao mesmo tempo.

ela consegue inspirar e fala pros outros que tudo vai ficar bem de um modo que eles acreditem

mas ela anda sob um lodo de incertezas sobre como ela ficar...

será que eu ficar bem signifique sobreviver a essa sensação que dependo de você pra conseguir me sentir capaz?

porque o seu amor por mim é real, eu sei que ainda é

é a melodia do amor, faz parte de nós e sempre estará na gente


um dia

 foi a sensação que tive agora

eu indo pra baixo e você subindo

ontem ouvi uma história triste

de uma pessoa que queria terminar

mas estava preocupada demais com o bem estar da outra

weekend boys, o nome da música (alguma coisa assim)

aí eu pensei em quanto é trágico amar com barreiras

e em como é doloroso não poder fazer duas escolhas contrastantes

porém, no final das contas

não sei se realmente estou indo para baixo

acho que só pra outro lugar de mim

e eu vejo que você também

mas que você está indo para outro lugar de si

enquanto sobe

mas onde é esse lugar de si? E se ele não for como você prometeu?

tomar decisões me dá crise de identidade. q saco.


mas ainda acredito que um dia a gente vá se encontrar 

com os dois no lugar certo de si

e poderemos perceber que realmente nunca daria certo

ou poderemos tentar outra vez, enfim...


27.3.23

se eu acredito

 se eu acredito no amor

se eu acredito em coincidências 

se eu conseguisse acreditar nessas ideias cunhadas por pessoas


eu só posso acreditar em pessoas mesmo

então eu só acredito em você

e que a gente se eu encontrou

e que eu amo isso



10.10.22

textos cada menos menos interessantes parte 10

 onde está você nessas horas em que a gente falava que ia pra Nárnia e lá tudo ficaria bem 

onde está você nessas horas em que meu desespero é maior do que qualquer domínio próprio 

onde está você neste começo de segundo terço da vida no qual prometemos um pro outro nunca se deixar entrar

está você no meio flores coloridas?

está você em um novo tempo?

está você dentro de si?

eu tento de todo jeito voltar para aquela praia sem ondas 

onde nos sentíamos surfistas do viver 

mas anel nenhum funciona 

e minha cabeça dói 

porque esse segundo terço da vida longe de você é estranho 

eu me sinto pra sempre pra sempre perdida na promessa daquele atalho… boas memórias….

me sinto um bicho fazendo bico pra manter meus amigo bicho. Isso é tão terrível como engraçado.

7.10.22

quando não posso dizer diretamente n°32728

ouve pra entender de verdade 

expressa claramente que não vai me deixar sozinha nessa 

sabe quais são suas prioridades…

e eu sei que não sou uma delas,

você também não é uma das minhas.

mas sei que agora vc tá num pé de guerra em casa… 

e eu queria te abraçar como se o mundo fosse acabar amanhã…

dizer muito mais do que só amigos podem falar

mas não devo.

Só saiba que te amo como amaria um irmão gêmeo, mas, que se não fôssemos irmãos, eu passaria o resto das nossas vidas ouvindo suas abobrinhas… 

Vc é um herói pra sua família e pro mundo.

3.10.22

e depois?

 não posso retirar o que disse, apagar o que escrevi e principalmente voltar atrás, mas hoje aprendi minha lição dos 2.5: “se vc quer errar, pelo menos pense: e depois?”

noções mudam (principalmente as minhas, e de forma muito rápida)

então deixo minhas impressões aqui, por mais rápido que elas mudem

por mais que no segundo seguinte eu deixe de acreditar no que escrevi 

meu cérebro é um fusca com motor de avião e quando é pro bem, isso é ótimo, mas quando é deixado sozinho, começa um processo de entropia…

Hoje meu pai me levou pra almoçar e, de novo, me ensinou que a vida é sobre não desistir. Eu o amo por quem ele é, mas também pela santa paciência que tem comigo…